Como o e-learning pode quebrar barreiras entre aprendizado e trabalho

No artigo anterior comentei sobre a importância do e-learning focado em mudança de desempenho. Em meu trabalho, busco alcançar isso por adotar diferentes estratégias para, cada vez mais, produzir cursos baseados no mundo real.

Mas até onde podemos levar o e-learning para o mundo real? As possibilidades tecnológicas diminuem cada vez mais as fronteiras entre aprender e aplicar o conhecimento adquirido e o e-learning pode fazer parte do trabalho em si. Isso aconteceu em um projeto meu recente sobre Gestão de Riscos para gerentes de uma grande companhia. Veja como foi:

O objetivo do projeto

A meta era sensibilizar os gerentes para a avaliação de riscos em seu departamento. No início do curso eu fiz os alunos refletirem nos riscos de seu departamento e descreverem isso em campos específicos. Ao longo do conteúdo, recuperei as informações preenchidas e as utilizei para eles calcularem a freqüência e severidade do risco, e terem idéia do risco residual de sua área. Assim, o aluno aprendeu não a partir de exemplos genéricos, mas de riscos identificados por ele próprio e que dizem respeito à sua área.

A inovação

Até aí estávamos satisfeitos, pois haviamos atingidos os objetivos do curso por personalizar o conteúdo e focar na atividade real dos alunos, que seria de avaliar os riscos de sua área. Mas fomos além. Os riscos preenchidos pelos gerentes agora alimentam um relatório disponível para o CRO (Chief Risk Officer) que ele utilizará nas suas reuniões com os gestores para a definição dos riscos de cada área.

Benefícios

Assim, o e-learning funcionou não apenas como aprendizado, mas como primeira etapa na estruturação dos dados a serem analisados pelos gestores, sendo parte inicial do projeto de mapeamento de riscos que traçará a estratégia global da companhia para o repasse de recursos para a filial Brasil.

Existem muitas outras formas para unir aprendizado e trabalho. Mais do que recursos tecnológicos, é necessário uma abordagem extremamente prática para o e-learning.

Considere:

  • Após o curso, que atitudes práticas são esperadas do aluno? É possível “embutir” estas tarefas ao longo do curso?
  • Qual tecnologia eu posso utilizar para que ocorra esta interação?
  • Se o curso já tem o material fechado, vale a pena dar uma passo para trás e reforumá-lo de forma a integrar com uma atividade do trabalho?

Estas são algumas perguntas que eu tenho feito. Em breve trarei mais sugestões práticas sobre como aplicar esta metodologia e tornar o e-learning parte integrante do trabalho.

Saiba mais sobre projetos e-learning:

Projeto WEG ganha prêmio – Veja as lições aprendidas deste projeto premiado no e-Learning Brasil 2008.

E-learning como oportunidade contra a crise – Confira como o e-learning pode ser metodologia imbatível em tempos de crise (ou não).

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