Design instrucional: passos essenciais

Muita gente começa a produzir cursos online sem ter idéia por onde começar. Outros, em busca de informação, acabam entrando no labirinto acadêmico de teorias educacionais, do qual nem sempre se consegue sair com conhecimentos práticos aplicáveis aos projetos do dia-a-dia. Às vezes falta um caminho das pedras, pelo menos eu senti esta dificuldade no começo.

Por isso, fiz um guia com links para informações de qualidade que vão te ajudar a se tornar um expert em elearning e produzir cursos realmente bons!

Começando com o pé direito…

Para entender a profissão de maneira prática, e começar com o pé direito, um bom começo é baixar o guia do Tom Kulhmann, clicando aqui. Atenção: este simples e-book pode mudar completamente seus conceitos sobre esta área, é ótimo!

Enchendo a cachola de coisa boa…

Em seguida, veja exemplos de trabalhos já criados, como os exemplos da AskLearning e os links da Cathy Moore. Conheça as empresas do mercado, dentro e fora do Brasil, e não se engane: existe a possibilidade real de você fazer trabalhos para empresas no exterior. Existem outro materiais no site e-Learning Guild, eu indico este e este, pois vão ajudá-lo a conhecer um pouco de estratégia e de recursos disponíveis.

Mantendo-se atualizado…

Como em todas as áreas, você deve se manter atualizado, e para isso nada melhor do que blogs. Os meus preferidos são o Rapid Learning, Learning Visions, Elearning Development, o blog do brasileiro Alexandre Bobeda, e, claro o Fazendo e-Learning (!!!) que tratam diretamente da área.Preste atenção nos comentários dos blogs, muitas vezes a discussão de um artigo é mais interessante do que ele próprio!!!

Para reunir todas essas informações numa única página, sugiro que você assine um agregador de conteúdo, como o Igoogle ou o querido Netvibes.

Compartilhe, contribua…

Como você pode perceber, todas as informações que você precisa estão disponíveis na Internet, compartilhada por pessoas que conhecem do assunto. Procure ser você também um disseminador de informações, afinal, esse é uma das tarefas do designer instrucional. Compartilhe suas dúvidas, seus acertos e erros. Em troca, você vai aprender muito!

Anúncios

13 Comentários on “Design instrucional: passos essenciais”

  1. Everton Roberto disse:

    Olá Eduardo, bom dia!

    Primeiramente, parabéns pelo seu blog, simplesmente o melhor blog sobre ead e DI que encontrei na net sobre o assunto, os outros que eu achava ou estavam abandonados ou não tinham um conteúdo muito relevante. Não sei se é impressão minha mas existem muito poucos blogs brasileiros sobre DI.

    Bom, como não consegui um e-mail seu para enviar minhas perguntas e pedir dicas sobre esta área de DI segue nesse post:

    Faço o curso de Pedagogia, mas sempre tive muita facilidade com Tecnologia e viso com minha formação me especializar em DI. O engraçado é que os meus professores nunca ouviram sequer falar sobre este ramo da educação, até acham diferente eu querer seguir essa área de EAD e não os ramos tradicionais do curso de Pedagogia.
    Acredito que a Pedagogia não é somente ser professor de escola pública (o que infelizmente muitos acham) e sim aprender mais sobre metodologias de ensino e aplica-las a nossa realidade. Vejo na tecnologia uma grande aliada da educação e quando comecei a pesquisar mais sobre como aliar ensino com a tecnologia me encantei com o trabalho do DI.

    Mas vamos ao que interessa!
    Que conselhos você como profissional de DI me daria para seguir essa área? Claro que já vi um posto de seu site com uma relação de cursos sobre DI e que assim que possível concerteza irei faze-los.

    Como está o mercado para esse profissional? Quais as ferramentas você me recomenda para iniciar um projeto de elaboração de um curso? Que habilidade um design instrucional deve ter?

    Desculpe todas essas perguntas, mas a única maneira além de pesquisar é perguntar a quem já está na area.

    Abraços e parabéns pelo blog.

    • E.L. disse:

      Olá Everton, obrigado pelo comentário!

      Vou responder primeiro a segunda pergunta, pois ela explica a primeira.

      O mercado de design instrucional vai bem, obrigado! É cada vez mais difícil ver empresas de médio e grande porte que não possuem alguma iniciativa ligada ao e-learning. Os fornecedores também estão cada vez mais preparados, tendo acontecido fusões significativas entre empresas, o que fortalece as marcas e consolida modelos de gestão mais amadurecidos.

      O ponto fraco é… falta de pessoas habilitadas – e aí entro na segunda parte da resposta. Como é uma área nova, encontra-se profissionais de diferentes formações, pedagogos, jornalista, cineastas, físicos e muitos outros. Eu acho isso ótimo pela pluralidade de visões. O problema é que muita gente usa o trabalho de DI como um serviço temporário até ele realizar aquilo que realmente deseja… ser professor, astronauta etc.

      Então a minha dica é: tenha paixão pelo que faz. Com isso você terá força de vontade para tarefas que considero importantes como:

      realizar cursos de especialização,
      montar um bom currículo (orientado a DI e não pedagogo),
      atualizar-se nos blogs estrangeiros
      conhecer ferramentas de apoio (dominar powerpoint, conhecer ferramentas de autoria e programas de web design)

      Eu listaria as habilidades de um DI sendo:
      – Interesse por diferentes assuntos
      – Visão analítica e sistêmica
      – Criatividade
      – Gostar de tecnologia

      Obs.: Para elaborar um projeto de curso existem muitas ferramentas de autoria, confira uma lista aqui:

      http://www.kineo.com/authoring-tools/rapid-e-learning-authoring-tools.html

      • Everton Roberto disse:

        Eduardo, muito obrigado pela resposta, esclareceu muitas duvidas que eu tinha.

        Aproveitando sua boa-vontade, me surgiu outra questão: O trabalho do DI, pelo que andei lendo em outros sites, seria gerenciar a relação entre o conteúdo do curso e a tecnologia a ser usada (Me corrija se eu estiver errado). Eu por exemplo tenho um bom conhecimento em webdesign, mas pelo que vejo as empresas de EAD tem em suas equipes um profissional específico para cada área e o DI fica responsável pela “comunicação” entre essas áreas.

        Com essa nova vertente do Rapid e-learning, o DI então pode ficar responsável não só pela elaboração do curso mas também de sua montagem (Animações, design etc)?
        Qual seria a diferença entre o profissional de DI “tradicional”, aquele que trabalha com uma equipe, geralmente voltada para cursos de graduação e do DI “Rapid e-learning”?

        Abraço!

      • E.L. disse:

        De fato, como designer instrucional você não precisa ser programador ou designer gráfico. As empresas alocam especialistas em cada uma dessas áreas e formam equipes de desenvolvimento. Mas, aproveitando sua definição, ao fazer a ponte entre o conteúdo e solução é importante que o DI conheça o que é possível ou não fazer, pois as suas definições vão guiar todo o restante do projeto. Por exemplo: ao solicitar que um personagem caminhe no cenário, ele deve ter a noção que esse movimento é feito quadro a quadro, e é muito mais trabalhoso do que se o personagem já aparecesse na tela. Tem que ter bom senso. Daí a importância de conhecer um pouco os recursos da produção.

        Quanto às diferenças na atuação no Rapid e Tradicional:

        O rapid e-learning usa ferramentas que permitem a qualquer um, inclusive o seu cliente, a publicar cursos em Flash. Portanto, o DI PODE publicar cursos, mas não significa que isso seja obrigatório, um designer habilitado pode ser escalado para a tarefa e liberar o DI para que se concentre no conteúdo.

        É bom observar que tanto no rapid como no tradicional é possível fazer cursos excelentes. Vai da qualidade do DI (e do cliente). Confira as principais diferenças entre o projetos Rapid e Tradicional:

        e-learning tradicional

          – Prazo maior
          – 100% personalizado
          – Voltado para cursos maiores

        Rapid e-learning

          – Prazo curto, entregas rápidas
          – Usa templates
          – Voltado para cursos menores
  2. Everton disse:

    Olá Eduardo, bom dia!

    Desculpe por não responder antes, mas estava sem meu notebook. Obrigado pelas informações, agora tenho um norte sobre o que fazer para me especializar na área.

    Uma pergunta: Eu gostaria de ir treinando para adquirir experiência no processo de elaboração de cursos de E-learning. Pensei em elaborar um curso numa área que tenho bons conhecimentos, um curso básico, e disponibilizar gratuitamente para aqueles que desejarem testá-lo, seria mais como um primeiro projeto.

    O que me aconselharia fazer para iniciar minha caminhada nessa profissão? Por enquanto não estou podendo fazer cursos de especialização, por isso pensei nessa idéia para eu ver como seria a reação das pessoas sobre o meu trabalho.

    Abraços!

    Everton Roberto

    • E.L. disse:

      Olá,

      Avaliar a reação das pessoas é uma boa ideia, divulgar seus projetos, também, afinal a propaganda é a alma do negócio.

      Eu começaria fazendo um teste em ferramentas online como o Udutu e baixando os programas de autoria, em sua versão trial, como Articulate Studio, Camtasia e Captivate.

  3. […] The busiest day of the year was 12 de novembro with 97 views. The most popular post that day was Design instrucional: passos essenciais. […]

  4. lucia Novaes disse:

    Boa noite Eduardo
    Sou designer gráfica e estou interessada em fazer Pós-graduação em Design Instrucional.
    Vi na Federal de Itajubá que tem o curso on line e para me interar sobre o assunto pensei em fazer um curso da Livre Docência, também on line. Você tem conhecimento destes cursos? Ou sabe de outros mais adequados? Moro no Rio.
    Existe algum curso presencial voltado para o assunto?
    Onde este profissional pode atuar? O que você acha do futuro da profissão? Em média qual é o salário?
    Obrigada pela atenção.
    lucia novaes

    • E.L. disse:

      Olá Lucia,
      Neste artigo você pode encontrar boa parte dos cursos oferecidos no Brasil. Quanto à qualidade de cada um, um bom indicador é que o curso seja reconhecido pelo MEC. Acredito que uma pós na área tenha seu valor e que com o passar do tempo seja cada vez mais valorizada, mas sugiro que comece com um curso livre, pois existem grandes diferenças entre o design gráfico e o design instrucional, assim você diminui as chances de dar um passo em falso na sua carreira.

      De qualquer maneira, esta é uma nova e boa área de atuação, existe muita demanda de trabalho. Com relação à salário, temos a tendência de reclamar, mas em média, paga-se melhor o designer instrucional do que o designer gráfico (cerca de 10% a 20% de diferença. Parece pouco, mas a área abre oportunidades para posições de liderança e gestão de projetos, pois você tem mais contato com o cliente.

      Espero que tenha esclarecido suas dúvidas.

      • lucia Novaes disse:

        Bom dia Eduardo
        Obrigada pelos esclarecimentos. Mas ainda sobre o assunto. Penso para futuro complementar a formação com a Pós em Mídias Digitais e Interativas ou Gestão Estratégica em Marketing Digital.
        Gostaria de saber sua opinião.
        Super obrigada!
        Abraços
        lucia novaes

  5. lucia Novaes disse:

    Olá Eduardo
    Vi algumas ferramentas de autoria e fiquei confusa. Os softwares utilizados por um webdesigner (Flash, Dreamweaver, Photoshop são aproveitados? Ou as ferramentas de autoria fazem o serviço?
    Como a minha formação em Design Gráfico ajudaria na criação de um curso?
    Obrigada
    lucia novaes

    • E.L. disse:

      Olá Lucia,
      Sua formação em design gráfico é altamente bem-vinda no mercado de e-learning. Geralmente os cursos são montados em Flash, com elementos gráficos trabalhados no Photoshop, Illustrator ou 3DStudioMax, tudo depende do projeto.

      O objetivo deste post foi abordar algumas ferramentas que permitem a publicação automática do Flash, gerando os cursos em uma interface própria sem necessidade de programação ActionScript. De qualquer maneira, mesmo nestes cursos há a necessidade de criação de elementos gráficos, e às vezes criação de animações mais complexas que os programas de autoria não dão conta.

      Espero que tenha esclarecido suas dúvidas.

  6. Ana Lucia Militello disse:

    Boa noite, Eduardo.

    Comecei o meu curso de pós em DI no Senac e eu me sentia perdida, sem saber por onde começar. Graças a sua ajuda já tenho alguns caminhos para começar a investigar.
    Muito obrigada
    Um abraço
    Ana Lucia Militello


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s