Reflexão: visões instrucionais

Estou há cerca de 3 anos no mercado de elearning, sei que a área tem bem mais tempo, mas, pelo que vejo, o clima ainda é de admirável mundo novo. Ainda existem pedagogos que não vêem a utilidade de um bom design e ilustradores que não sabem a diferença entre um curso e uma peça publicitária. Vira e mexe vejo afirmações do tipo: “o usuário vai se perder se não criarmos uma barra de instrução para ele”, ou “esse curso não vai ter mascote?Mas o usuário PRECISA de uma figura humana presente”. Enfim, no meio de alguns clichés e equivocos, o design instrucional de elearning sempre é um assunto quente.

Ultimamente, tem-se escrito muito sobre a área, principalmente em blogs (como este site!). Entre muitas tendências que eu encontro, resolvi destacar, apenas como exemplo de tantos outros, dois caminhos que eu considero sejam bem diferentes.

Por um lado, temos Tom Kuhlmann, com um ponto de vista extremamente prático para o Rapid Learning e o uso de ferramentas de autoria; por outro, o minimalismo tecnológico defendido por Mauri Collins, pesquisadora em Design Instrucional e defensora de uma abordagem bem mais acadêmica.

Considero que o design instrucional é um ramo relacionado à educação e por isso, não se pode ignorar as bases científicas para a formação do aprendizado e reduzir tudo à montagem de uma apresentação em slides; ao mesmo tempo é ingênuo não contar com o apoio da tecnologia para criar cursos versáteis e motivadores. Sejamos francos: o site da Mauri merecia um Photoshop, eu não tive paciência em navegar naquele layout!

É difícil encontrar um equilíbrio, ele depende do projeto, do cliente, dos objetivos de um curso e claro, de sua sensibilidade como designer instrucional… problemas novos para um admirável mundo novo!

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2 Comentários on “Reflexão: visões instrucionais”

  1. Carlos Elson disse:

    Meu amigo,
    Teu blog não tem power point. Aliás teu nome aparece aonde? Penso que deves fazer uma propaganda melhor de teu nome e imagem. O mercado precisa identificar rapidamente que é pioneiro.

    Até mais.

  2. mauriciosantosh disse:

    Outro dia cometi uma heresia em afirmar que, no momento, a Educação precisa mais de Washington Olivetto que de Vigotski. A Educação, mais do que nunca, tornou-se sinônimo de Comunicação, afinal de contas, o “conhecimento” está nas “nuvens”, nas “redes” e o que precisamos é de bons canais para acessá-lo.


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