Público-alvo: este ilustre desconhecido

Muito se fala em ter foco no público-alvo, mas normalmente pouco se sabe sobre ele. No mundo ideal, o responsável pelo desenvolvimento do curso deveria dedicar-se a conhecê-lo pessoalmente, realizando entrevistas, testes e acompanhando sua rotina de trabalho (dependendo do tamanho do projeto). No mundo real, a descrição do público-alvo dificilmente ocupa mais do que dois parárafos em um briefing ou um rápido relato do cliente. Com prazos e recursos escassos, devemos nos adaptar e atender de maneira satisfatória um público-alvo que não conhecemos no nível de detalhes que gostaríamos.

A seguir, eu coloco na mesa algumas dicas de como extrair informações valiosas para formar o perfil do seu público-alvo.

Basicamente, eu sugiro que você aproveite a reunião com o cliente e faça perguntas objetivas e esclarecedoras. Neste artigo não procuro montar um checklist exaustivo, mas sim, fornecer parâmetros a serem estabelecidos.

Decifre o perfil técnico
Geralmente é o primeiro fator a ser levado em conta em projetos online. Descubra a partir de onde o usuário irá acessar o material. Lembre-se que, se for usuário doméstico, ele pode contar com uma conexão bastante limitada.

Decifre o perfil de instrução

Aqui eu incluo não apenas o grau de instrução acadêmica e digital, mas também os hábitos de aprendizado desse público (aí vale não apenas o aprendizado formal, mas principalmente os hábitos diários de coleta de informação).

Descubra a motivação

Até que ponto os usuários estão conscientes dos benefícios do curso a ser implementado? Cursos oferecidos pela empresa podem sofrer resistência por parte dos alunos, pois muitas vezes eles são obrigados a participar e não vêem grande vantagem neles. Isto é diferente do que acontece em um curso online pago pelo aluno, o qual toma a iniciativa de participar.

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2 Comentários on “Público-alvo: este ilustre desconhecido”

  1. Carlos Elson disse:

    Muito dez a foto. Parabéns.

  2. mauriciosantosh disse:

    Entendo que o estudo da Comunicação se orientou por paradigmas próprios das relações unidirecionais, ou seja, baseado na “transmissão” da informação e esta é uma situação semelhante a da Educação. A questão é que a realidade atual é outra: Não basta pintar o cenário, é necessário integrar palco e platéia.
    Como atirar flechas de olhos vendados, sem saber sequer pra que lado se encontra o alvo?


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