Archive for Junho, 2009
7 Motivos para usar locução no seu próximo projeto e-learning
Cursos com locução ainda são algo difícil de encontrar no mercado de e-learning no Brasil. Mas porque isso ainda acontece? Alistei sete motivos pelos quais as limitações clássicas como custo e limitação tecnológica já não são mais válidas e outras tantas que vão fazê-lo pensar seriamente em usar locução em seus próximos cursos e-learning.

1. O custo está baixando
Antigamente, um curso com locução dependia de uma super produção técnica e por isso o serviço era caro. Hoje em dia, por meio de softwares específicos, a tarefa de gravar e sincronizar o áudio se tornou mais fácil, reduzindo tempo e custo. Algumas empresas já tem isso como prática. A E-Guru, por exemplo, tem experiência em projetos personalizados com locução.
2. A infraestrutura do público melhorou
Hoje em dia, graças à popularização da Internet de banda larga e aumento do número de PCs com suporte à áudio nos terminais de trabalho, é muito mais fácil implementar cursos com recursos mais pesados, como locução. Qualquer PC que tenha condições de abrir vídeos no YouTube é capaz de rodar cursos igualmente ricos em áudio e vídeo streaming. A não ser que sua empresa trabalhe com PCs 486 e rodem Windows 3.11, o único requisito será obter um fone de ouvido.
3. Concentração
Em cursos com locução o aluno aumenta o grau de concentração, pois utilizando o fone de ouvido ele evita distrações externas e envolve o sentido da visão combinados com a audição e os controles do mouse para interatividades, proporcionando uma experiência mais imersiva.
4. Menor cansaço visual
Todos sabemos que ler na tela do PC é mais cansativo do que parece. Assim, quando o curso tem narração evitamos que o aluno tenha que ler o texto na tela, diminuindo o seu desgaste. Você pode ver um exemplo disso no demo do curso Sexual Harassment da Ah-ha Media.

Clique aqui para abrir o demo do curso
5. Visualmente inteligente
Os cursos com narração não precisam ter o texto locutado na tela e, com isso, ganha-se mais espaço para representar visualmente o que está sendo narrado. Assim, além de evitar o cansaço visual causado pela leitura, há um aproveitamento melhor do layout do curso. O exemplo abaixo demonstra diversos níveis de omo a locução pode gradativamente diminuir a quantidade de texto e deixar a tela livre para o que realmente importa, funcionando como apoio para o conteúdo narrado.

Clique aqui para abrir a demonstração
6. Enriquecimento do aprendizado
Quando utilizamos áudio em um curso online, abre-se uma nova área a ser explorada em benefício do aprendizado. Você pode simular vozes de clientes que em diferentes tons podem sugerir uma ou outra ação a ser tomada. Também é possível simular os sons de ferramentas em funcionamento ou de animais, o que torna o aprendizado mais completo e pode ser um fator decisivo na capacitação do aluno.
7. Pensando além da voz
Além da locução, você pode aplicar músicas e efeitos sonoros e enriquecer a experiência do aluno de uma forma única, aumentando o realismo e envolvendo emocionalmente o aluno. Confira o efeito envolvendo provocado pelos som ambiente na abertura deste curso de primeiros socorros da E-Mersion:
Clique aqui para abrir o curso
É claro que nem sempre será possível ou mesmo necessário incluir locução em seus cursos online. Mas não deixe de levar isso em conta em seu próximo projeto de e-learning. O segredo está em saber quando e como aplicar este recurso. Em um artigo posterior comentarei sobre o que você precisa saber para incluir locução de uma maneira inteligente e efetiva.
3 comments 29/06/2009
Como o e-learning pode quebrar barreiras entre aprendizado e trabalho

No artigo anterior comentei sobre a importância do e-learning focado em mudança de desempenho. Em meu trabalho, busco alcançar isso por adotar diferentes estratégias para, cada vez mais, produzir cursos baseados no mundo real.
Mas até onde podemos levar o e-learning para o mundo real? As possibilidades tecnológicas diminuem cada vez mais as fronteiras entre aprender e aplicar o conhecimento adquirido e o e-learning pode fazer parte do trabalho em si. Isso aconteceu em um projeto meu recente sobre Gestão de Riscos para gerentes de uma grande companhia. Veja como foi:
O objetivo do projeto
A meta era sensibilizar os gerentes para a avaliação de riscos em seu departamento. No início do curso eu fiz os alunos refletirem nos riscos de seu departamento e descreverem isso em campos específicos. Ao longo do conteúdo, recuperei as informações preenchidas e as utilizei para eles calcularem a freqüência e severidade do risco, e terem idéia do risco residual de sua área. Assim, o aluno aprendeu não a partir de exemplos genéricos, mas de riscos identificados por ele próprio e que dizem respeito à sua área.
A inovação
Até aí estávamos satisfeitos, pois haviamos atingidos os objetivos do curso por personalizar o conteúdo e focar na atividade real dos alunos, que seria de avaliar os riscos de sua área. Mas fomos além. Os riscos preenchidos pelos gerentes agora alimentam um relatório disponível para o CRO (Chief Risk Officer) que ele utilizará nas suas reuniões com os gestores para a definição dos riscos de cada área.
Benefícios
Assim, o e-learning funcionou não apenas como aprendizado, mas como primeira etapa na estruturação dos dados a serem analisados pelos gestores, sendo parte inicial do projeto de mapeamento de riscos que traçará a estratégia global da companhia para o repasse de recursos para a filial Brasil.
Existem muitas outras formas para unir aprendizado e trabalho. Mais do que recursos tecnológicos, é necessário uma abordagem extremamente prática para o e-learning.
Considere:
- Após o curso, que atitudes práticas são esperadas do aluno? É possível “embutir” estas tarefas ao longo do curso?
- Qual tecnologia eu posso utilizar para que ocorra esta interação?
- Se o curso já tem o material fechado, vale a pena dar uma passo para trás e reforumá-lo de forma a integrar com uma atividade do trabalho?
Estas são algumas perguntas que eu tenho feito. Em breve trarei mais sugestões práticas sobre como aplicar esta metodologia e tornar o e-learning parte integrante do trabalho.
–
Saiba mais sobre projetos e-learning:
Projeto WEG ganha prêmio – Veja as lições aprendidas deste projeto premiado no e-Learning Brasil 2008.
E-learning como oportunidade contra a crise – Confira como o e-learning pode ser metodologia imbatível em tempos de crise (ou não).
Add comment 12/06/2009
3 Segredos do e-learning eficaz

O que é um e-learning eficaz? Este assunto pode ser respondido de muitas maneiras, mas uma forma que me ajudou muito como designar instrucional é:
“Para um curso online ser eficaz ele deve produzir mudança real e mensurável de desempenho do aluno.”
Isso pode ser obtido por meio de uma abordagem focada na performance e não apenas em repassar informação. Mas como fazer isso? A seguir considerarei três aspectos que fazem a diferença em qualquer curso e-learning.
1) Objetivos que motivam
Os objetivos do curso são, muitas vezes descritos de maneira burocrática e delegados à uma informação de segunda importância. No entanto, atingir os objetivos propostos deve ser o foco principal do seu curso. Acontece que é impossível manter-se focado em desenvolver um assunto a partir de um objetivo vago ou simplesmente desinteressante. Se para nós é ruim, imagine para o aluno.
Sendo assim, se necessário, reescreva os objetivos do curso para ações concretas que façam diferença no dia-a-dia do aluno. Por exemplo:
Ruim:”Este curso irá abordar os métodos necessários para habilitá-lo a descrever e reconhecer os processos internos para a solicitação e retirada de fotocópias no departamento de expedição“.
Bom: “Este curso vai ensiná-lo a como poupar tempo ao pedir cópias, liberando seu tempo para outras tarefas”.
O exemplo acima mostra como um simples curso sobre procedimentos pode dar ao aluno algo muito mais valioso: Tempo. Acredite: essa mudança de perspectiva valoriza seu curso e realmente é eficaz (os publicitários fazem isso o tempo todo).
2) Ação!
Este item está relacionado aos objetivos e ressalta que o conteúdo do curso esteja baseado em situações reais vividas pelo público. Assim, dê prioridade para demonstrar a prática da atividade e somente o que é essencialmente necessário para alcançar o desafio proposto pelos objetivos do curso. As informações adicionais podem ser incluídas no curso, mas merecem ser colocadas numa categoria à parte, evitando que “quebrem” o ritmo do curso.
Siga estas dicas:
- Conte histórias para ilustrar e, se possível, que sejam reais.
- Se há personagens no curso, utilize-os como protagonistas e não como apresentadores.
- Forneça material de apoio que possa ser usado pelo aluno após a conclusão do curso.
3) Conteúdo adaptável
Alguns pensam que bons cursos requerem interações o tempo todo. Outros acreditam que isto seja uma bobagem, chamando isso de “perfumaria”. É verdade que há espaço para cada tipo de recurso em determinado momento mas, por trás de cada interatividade deveria haver algo mais importante: a interação com o conteúdo. Isto significa fazer o aluno perceber as relações de causa-e-efeito de suas ações e formatar o curso de forma a preencher as lacunas de aprendizado do aluno, ensinando somente onde há falta de desempenho.
Siga estas dicas:
- Coloque pontos de decisão no conteúdo e forneça feedback imediato.
- Não tenha medo de fazer o aluno errar.
- Não obrigue o aluno a assistir tudo nem bloqueie a navegação do curso.
Combinadas ou não, as técnicas acima são bem práticas e às vezes requerem mais tempo de análise e desenvolvimento de nossos cursos online. Mesmo assim valem a pena, pois promovem aprendizado prático e oportuno, exigindo menos tempo de estudo e maior eficiência na aplicação dos conhecimentos adquiridos.
Saiba mais:
Não faça o aluno perder tempo com bla-bla-bla – Dicas práticas para melhorar textos de e-learning.
Action Mapping – Metodologia de design instrucional baseada na performance desenvolvida pela Cathy Moore.
7 Tips for better elearning Scenarios – Sete estratégias para desenvolver pontos de decisão no seu curso.
Add comment 08/06/2009


Sigam-me os bons!