Archive for Abril, 2008
Menos é mais
Convenhamos, um erro tão indesejável quanto não transmitir a informação correta, é a de sobrecarregar o leitor de dados confiáveis, mas que ele simplesmente não usará. Retomando uma frase célebre do filósofo francês Voltaire, de que “escrever é a arte de cortar”, entendo que isto vale para a produção de elearning.
Muitos pensam que cortar prejudica a transmissão de informações ao usuário, mas o efeito é justamente o oposto. Trata-se de melhorar o foco do curso, definindo exatamente o que ele deve saber. Quando se pensa que o usuário precisa saber de TUDO e não existe prioridade nenhuma, o curso perde-se no volume de informações.
Este vídeo ilustra exatamente o que eu quero dizer:
Legal, né? Este exemplo bem que poderia ser aplicado ao que acontece em muito elearning por aí. =D
Uma sugestão para evitar o congestionamento de informações é definir metas claras para o curso. Com o foco em uma direção, será mais fácil decidir o que é essencial, o que é conteúdo complementar e o que pode ser excluído.
Concorda? Discorda?
Add comment 10/04/2008
Reflexão: visões instrucionais
Estou há cerca de 3 anos no mercado de elearning, sei que a área tem bem mais tempo, mas, pelo que vejo, o clima ainda é de admirável mundo novo. Ainda existem pedagogos que não vêem a utilidade de um bom design e ilustradores que não sabem a diferença entre um curso e uma peça publicitária. Vira e mexe vejo afirmações do tipo: “o usuário vai se perder se não criarmos uma barra de instrução para ele”, ou “esse curso não vai ter mascote?Mas o usuário PRECISA de uma figura humana presente”. Enfim, no meio de alguns clichés e equivocos, o design instrucional de elearning sempre é um assunto quente.
Ultimamente, tem-se escrito muito sobre a área, principalmente em blogs (como este site!). Entre muitas tendências que eu encontro, resolvi destacar, apenas como exemplo de tantos outros, dois caminhos que eu considero sejam bem diferentes.
Por um lado, temos Tom Kuhlmann, com um ponto de vista extremamente prático para o Rapid Learning e o uso de ferramentas de autoria; por outro, o minimalismo tecnológico defendido por Mauri Collins, pesquisadora em Design Instrucional e defensora de uma abordagem bem mais acadêmica.
Considero que o design instrucional é um ramo relacionado à educação e por isso, não se pode ignorar as bases científicas para a formação do aprendizado e reduzir tudo à montagem de uma apresentação em slides; ao mesmo tempo é ingênuo não contar com o apoio da tecnologia para criar cursos versáteis e motivadores. Sejamos francos: o site da Mauri merecia um Photoshop, eu não tive paciência em navegar naquele layout!
É difícil encontrar um equilíbrio, ele depende do projeto, do cliente, dos objetivos de um curso e claro, de sua sensibilidade como designer instrucional… problemas novos para um admirável mundo novo!
1 comment 07/04/2008

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